Blog de EaL 2018

Día #6 (Lunes 8 de enero)

Raquel Conçeição (Salvador, Brasil)

¡Hola! ¿Que tal­? Sou Raquel, canceriana, 20 anos e brasileira.

Sobre o dia de hoje: foi bastante agitado, cheio de emocões e de exercicio de empatia. Começamos com duas atividades matutinas: a primeira consistia num ¨pedra, papel e tesoura revolucionario¨, aonde a cada partida ganha se evoluia para uma especie nova na seguinte linha evolutiva: ameba, caranguejo, coelho, macaquinho e humano. Isso implicava em jogar com aqueles que eram da mesma especie e, caso alguma partida das cinco fosse perdida, se retornava para a fase um, ameba. Ja a segunda atividade foi um jogo chamado Ninja, no qual os jogadores atacavam com um movimento de bracos e um passo na tentativa de tocar a mao do outro participante (a mao servia como arma), e defendiam´se com um movimiento de tronco, nao podendo sair do lugar onde estava inicialmente.  Logo mais, seguimos para Agencia de Paz.

Para quase finalizar a oficina, aprendemos um pouco sobre os conceitos de ¨estrutura social¨, ¨imaginação sociológica¨ e ¨agente de paz¨, respectivamente. O primeiro (parece um tanto obvio dizer) è o mais evidente, no sentido de que è mais fácil de identificà’lo: sao individuos organizados em instituições sociais criados pela raça humana, capazes de modelar o comportamento do proprio humano. Por exemplo, a escola e a necessidade de ¨ser bom¨ em todas as matérias, ou de ser o popular, etc. O segundo è como que extensão do primeiro, pois que è conexão entre os sentimentos, sensações pessoais à essas mesmas estruturas.

O terceiro, por sua vez, è bastante utópico na sociedade atual, uma vez que preza pela capacidade de se desprender de costumes e atos que levariam a um encadeamento de acoes preexistentes. Um exemplo seria parar de comprar roupa na CeA ou parar de tomar sorvete na Mc Donald´s (empresas multinacionais que proíbem qualquer tipo de manifestação, sindicato e promovem a famosa ¨escravidão do século XXI¨) e estimular o comércio local. Eu mesma não gosto de sorvete (leia’se ¨importado¨), mas quando conheci a Tropicalia (sorveteria local, de Salvador hífen Bahia, feito com frutas locais, por trabalhadores locais, natural, com leite, sem leite, de café, de ¡pasmem! ovo maltine, para todos os gostos, sem exploração e uma série de outras coisas lindas, ¡si!), me apaixonei!

Dai surge um quarto conceito, como que para selar todo esse aprendizado: a empatia. Uma palavrita de sete letritas que todos tem dentro de si, biologicamente falando. E, sim è, serio! A empatia è derivada de hormônios humanos, um deles a oxitocina (referente ao prazer, bem’estar por assim dizer).

 

Para aprender isto na prática, fizemos um exercício onde todos fomos etiquetados com algum personagem (o meu foi um migrante transnacional de classe trabalhadora), e tivemos que nos por no lugar desta pessoa no intuito de responder algumas perguntas, como ¨de onde vem esta pessoa¨, ¨como tem sido sua vida¨ e ¨como lutam em seu dia a dia para melhorar suas condições de vida e por que assim o fazem¨.

 

Foi algo muito difícil, que me revira o estomago toda vez que me lembro, e que me revirou bastante mesmo durante o exercício. Estava pensando sobre tantas coisas que eu não poderia imaginar que aquela pessoa passou, o que teve de fazer e o que não pode. Por vezes me lembrei de Malala, e da menina oriental que fez uma declaração para o mundo contando sobre sua história de vida, as coisas que sua mamãe passou para que ela não passasse e as coisas que teve de passar longe dela, perto dela, enfim. È algo que me machuca muito e que me faz me sentir impotente por não ser capaz de fazer nada e de estar distante geograficamente, e mesmo pequena por passar por situações de opressão que não são nada comparado a estas historias ou mesmo a de Anne Frank, Nelson Mandela e de tantos outros que são invisíveis, que são somente números para nós, de acordo com a mídia internacional dominante.

Para ter uma visão mais clara sobre estes assuntos, pela tarde tivemos uma atividade que consistia na construção da melhor cidade possível. Fomos divididos em três grupos, com direito a policia, governo e carcereiro (e cárcere, claro). Em meu grupo fomos apenas meninas. Estávamos ótimas, com várias ideias, quando veio uma inundação voluntária (surpresa!) e a necessidade de mover a cidade de lugar. Depois um terremoto voluntario. Depois mais uma tentativa traço ´novamente voluntaria´ traço de uma inundação e mais uma de um terremoto.

 

Tivemos presos políticos, embargos, doações internacionais e construímos uma cidade sobre ruinas enquanto as outras equipes tiveram tempo, sossego, apoio e recursos para fazer tudo perfeito. Também tivemos perdas internas, uma vez que outras pensadoras da cidade estavam muito ocupadas defendendo a mesma das ¨acoes voluntarias do clima na região¨ (!!!!). A única coisa que as cidades possuíam em comum eram os monumentos para os presos políticos.

Essa atividade nos ajudou bastante a refletir o porque de algumas partes do mundo são mais ¨desenvolvidas¨ que outras. O melhor exemplo dado hoje foi a comparação entre Japão e Haiti, comunidades bastante diferentes em, bom, tudo! Inclusive em resiliência (ou seja, capacidade de se reconstruir frente a desastres diversos), e como essas diferenças se manifestam.

 

Ufa, são muitas coisas para um dia só! Mas, pra ser sincerona, me sinto sortuda e privilegiada de poder estar aqui, aprendendo cada vez mas, a cada semana, dia, turno e atividade. È um prazer também poder compartilhar. Espero ser capaz de voltar para o Brasil e trazer um pouco mais de esperança para este ¨mundo cao¨ em que vivemos e, por assim dizer, ser uma mais que uma agente de paz, uma multiplicadora da mesma, assim como você pode ser.

 

!Adios, muchachos!

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Walkiria García (Chiclayo, Perú) Y

Mauricio García (TUcumán, Argentina)

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